segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexo


Escondo os sentimentos... escondo tanto que nem eu mesma sei o que estou sentindo
Disfarço minha tristeza com alegrias superficiais
Tudo momentos... passam ligeiramente, desapercebidos
Fica o vazio... o vazio inevitável
E pra fazer jus à minha superficialidade também tento preenchê-lo...
Com futilidades – até consigo por um instante


Mas o que eu pretendo? Me esconder de mim mesma?


A partir de agora preciso me achar.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pra não dizer que não falei de amor







Liberdade. Geralmente era a opção de Maria Luiza.


Não era muito bem o que Bruna costumava viver. Não sabia ao certo a definição de liberdade no seu cotidiano. Provavelmente nunca tivesse sentido isso. Se tinha um substantivo abstrato que conhecia muito bem, esse era o amor. Se tinha um advérbio o qual estava acostumada, esse era o intensamente. Se tinha um verbo que fazia parte do seu cotidiano, esse era o chorar. Tantos amores tivera. Tantas lágrimas caíram. Foi numa dessas tardes que fechou os olhos e pensou nesses versos:



Um coração
Entrega e decepção
O gosto de desilusão
Chorar com uma canção



Coração remendado
Paixões choradas
Coração curado
As partes coladas



Feridas internas
Cicatrizes eternas
Sorriso esquecido
Sentimento contido



Um coração
Insegurança e razão
Tantos sentimentos perdidos
De amores não esquecidos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A liberdade e o vazio




Quem não ama é mais livre. Não sente ciúmes, não tem raiva. Não sente saudades, nem vontade daquele beijo. Não se apega com um abraço ou com um cheiro. Não fica esperando aquele telefonema que demora tanto. Não fica angustiado sem saber qual será o próximo dia que verá aquela pessoa.
Quem ama sente tudo isso. Quem não ama, nem se importa. Quem ama fica preso. Quem não ama tem menos probabilidade de se frustrar.
Mas acontece que quem se sente livre demais, pode também sentir um vazio demais.
Mas até onde vai a liberdade ideal e a liberdade que gera vazio? Onde acaba uma e onde começa a outra? Difícil mensurar.
O que é mais dolorido: Amar muito e se frustrar? Ou ser tão livre e sentir a angústia do vazio?

Maria Luiza não soube definir. E mais uma vez foi dormir pensativa. Afinal... onde achar a felicidade?