sábado, 20 de março de 2010

Sobre amar de novo

Uma das melhores descobertas que tive na vida foi a da possibilidade de poder me apaixonar mais de uma vez e poder ter de novo aquele sentimento bem grande, tão grande que quase não cabe em mim, por outra pessoa. É muito gostoso amar e se sentir amada. E querer ficar junto, e sentir saudades, e fazer planos, e ter esperança, e se sentir a pessoa mais feliz do mundo. Mas a gente sabe que infelizmente isso tudo pode acabar um dia, mais uma vez. Daí você sente o gosto amargo da desilusão, e chora, e sofre, e pensa que nunca mais vai conseguir ser tão feliz novamente. Só que o tempo passa, você começa a fazer coisas novas, conhece pessoas diferentes. E quando menos espera começa a amar de novo, e se sente a pessoa mais feliz novamente. Depois das experiências anteriores você não tem mais aquela ilusão daquela certeza que agora vai ser para sempre, mas pelo menos você aprende a cometer menos erros, busca uma relação mais madura, acredita num futuro. Mas ainda assim sabe que se um dia terminar, mesmo você não querendo que isso aconteça, você sabe que ainda tem outra possibilidade de sentir essa coisa tão grande que você sente nesse momento. E saber disso faz a vida ficar mais colorida.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Paisagem da Janela

Paisagem da Janela

Flávio Venturini

Composição: Lô Borges e Fernando Brant


Da janela lateral
Do quarto de dormir
Vejo uma igreja, um sinal de glória
Vejo um muro branco e um vôo pássaro
Vejo uma grade, um velho sinal
Mensageiro natural
De coisas naturais
Quando eu falava dessas cores mórbidas
Quando eu falava desses homens sórdidos
Quando eu falava desse temporal
Você não escutou

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
E eu apenas era
Cavaleiro marginal
Lavado em ribeirão
Cavaleiro negro que viveu mistérios
Cavaleiro e senhor de casa e árvore
Sem querer descanso nem dominical

Cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Conheci as torres e os cemitérios
Conheci os homens e os seus velórios
Quando olhava na janela lateral
Do quarto de dormir

Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Você não quer acreditar
Mas isso é tão normal
Um cavaleiro marginal
Banhado em ribeirão
Você não quer acreditar

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sobre ter força e acreditar

Uma das coisas que mais gosto de ter por alguém é admiração. Admiração por algo que a pessoa fez, pelo o que ela é, pelas qualidades que tem.

Gosto de saber de histórias de pessoas vencedoras e me espelhar nelas sempre que há alguma dificuldade.

Conheci há um tempo atrás a história da Fernanda Fontenelle. Uma garota de uns 23 anos (talvez), que sofreu um acidente de carro quando era bem novinha. E esse acidente a fez ficar tetraplégica. Com o tempo, com paciência, força de vontade e fé ela foi recuperando os movimentos dos membros superiores, ficando assim paraplégica. Ela não desistiu por aí. Há alguns anos vem lutando para recuperar os movimentos dos membros inferiores e voltar a andar.

Sem contar que ela nunca parou a vida dela. Continuou a estudar, se formou no Ensino Superior, sai com as amigas, tem namorado.

A sua crença em voltar a andar é tanta que com a ajuda de alguns amigos ela conseguiu arrecadar uma certa quantia financeira para fazer um tratamento fora do Brasil. E está lá agora, super feliz e indo atrás dos seus sonhos. Apesar de todos os problemas, ela conseguiu lutar e não desiste fácil. E eu admiro muito a força e a fé que ela tem.

http://www.andafernanda.com.br/


http://www.youtube.com/watch?v=-k0JoQuSPdU

domingo, 6 de dezembro de 2009

O príncipe desencantado

Ao contrário do príncipe encantado, o príncipe desencantado existe sim. Há milhares dessa espécie espalhada por aí. Todas já ouvimos estórias, sejam com amigas, amigas de amigas ou até com a gente mesma.
Essa espécie de homem é capaz de ser um grande cavalheiro. Um verdadeiro gentleman. Te enche de carinho. Te enche de mimos. É o homem mais perfeito que existe... mas só até esse momento. Porque de repente, eis que surge lá do fundo da sua alma, às vezes beeem escondidinha a sua outra personalidade. Na primeira vez, você pode até relevar. Afinal, ninguém é perfeito. Aquele momento em que vocês precisaram discutir algo sério, como a relação de vocês ou algo referente à sua família, e que ele foi super grosso, irreconhecível, sarcástico, te ofendeu, falou mal da sua família e te criticou tanto que te fez sentir a mulher mais burra do mundo foi apenas um momento, apenas um dia ruim. O que vale mesmo é o tanto de coisa legal que ele já fez por você. E você deixa passar. No fundo, você ficou triste, magoada; mas dá uma chance. Afinal, ele agora percebeu que te deixou assim e te levou pra jantar naquele restaurante caro que você adora. Ele voltou a ser tão romântico e apaixonado. Até te mandou flores! ‘Acho que ele se arrependeu...’ (você pensa).
Depois disso, tudo vai bem, caminhando normal Até vocês precisarem discutir algo sério de novo. E aí ele te magoa novamente. E mais uma vez faz você se sentir a mulher mais burra do mundo. E foi outra vez grosso, irônico, sarcástico. E foi de novo o pior dos homens. Mas depois ele bem esperto (e estratégico) percebendo como você ficou, te leva naquele outro restaurante com um clima bem romântico, aquele restaurante que já fez parte do começo do seu romance. E o ‘príncipe’ se transforma de novo naquele homem maravilhoso, carinhoso, o homem mais carinhoso do mundo. Mas isso até vocês precisarem discutir novamente. E daí você já sabe o resto da estória. O ciclo se repete... E vocês viveram quase-felizes para sempre!

Acontece que ser quase-feliz não é ser feliz por inteiro.
Antes de amarmos qualquer pessoa temos que ter amor-próprio. Se não nos valorizarmos, ninguém valoriza. Se a mulher aí de cima não colocar o seu amor-próprio na frente, ela vai sempre encontrar príncipes desencantados pelo caminho. E nunca vai se sentir completamente feliz. Nunca vai se sentir completamente amada. Nunca vai se sentir completamente valorizada. A estória se repete só até quando você permitir. É você quem escolhe o enredo e os personagens da sua estória, da sua vida.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pensava, doía, mal respirava...

Eu preciso te dizer. Eu preciso enterrar meu amor por você. Não, é lógico que não vou te esquecer. Mas por um tempo, eu preciso não esperar. Por um tempo eu tenho que respirar.

Preciso caminhar. E provar outros amores. E provar outras dores. Conhecer outros cheiros, e outras bocas, e outros sabores.

Tenho que te dizer... Não estou conseguindo assim viver Eu preciso tentar.Vou. Mas uma parte de mim fica. Despeço-me do meu amor. O amor que eu sei que ainda não acabou. Mas eu continuo a te dizer. Eu preciso respirar.




Doía. Mas qual o amor que não dói? Maria Luiza despedia-se, mas não com alegria. Porém sabia que precisava... precisava por um tempo não acreditar. Precisava respirar.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Changes

Planos, convicções, sonhos. De repente as coisas mudam. E vc começa a querer mudar tb. Começa a se questionar quem vc é, o que vc quer. Angustia-se por não conseguir achar uma resposta convincente. Só tem a certeza de que não quer ser mais quem estava sendo. Reflexões do passado, lágrimas no travesseiro. Incerteza do futuro e um nó na garganta. Por uns instantes vc até se desconhece. Aquela força tão grande que vc tinha por dentro se esconde e vc entra em contato com a sua fragilidade. Assusta-se. As respostas ainda não estão prontas. Como seria bom se com um simples novo corte de cabelo a gente tb conseguisse mudar por dentro.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

gramática da vida

De que adianta o sujeito e o substantivo
Quando não se tem o verbo?

O verbo é o que dá o colorido
Completa a frase
E na gramática da vida frase incompleta não tem sentido

Qual o verbo?
No passado, futuro, presente?
Só não se esqueça também do advérbio
Intensamente

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A experiência de criar endorfina ‘do nada’ no organismo

Não. Não fumo maconha.
Mas consigo ter experiências malucas de ‘ver na ausência da coisa vista’ e me divertir com isso. Do tipo imaginar cenas e histórias e diálogos e rir sozinha. Culpa da mente fértil. Faço danças ridículas semi-vestida e rio de mim mesma. Bebo coca-cola e parece que apliquei endorfina na veia.
Consigo estar no meu momento de mais profunda tristeza, aquele que se quer morrer, e de repente começar a ter sensações diferentes. E logo mudar de humor. Estar chorando e de repente fazer uma associação engraçada com a minha tristeza trágica, fazer os outros rirem e rir junto. Rir enxugando as lágrimas de dor.
Compartilho com vcs minha inata insanidade-esquizo de humor bipolarizado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Reclama com Deus

Quando a gente compra alguma coisa que vem estragada ou não funciona direito, a gente pode reclamar. Ir na loja, pedir pra trocar. Ia ser legal se desse pra fazer a mesma coisa com alguma parte da gente.
Imagina a fila. Todo mundo descontente com algo.
Eu falaria:
-Por favor, quero um pé novo.
-O que aconteceu com o seu? (perguntaria Deus)
-Ultimamente tem doído quando eu corro. Não dá pra ficar sem correr. Quero um novo.
-Ok. Só preencher essa ficha. Qual o número?
-37.
Escuto a reclamação da pessoa atrás de mim...
-Eu preciso de um coração novo.
-Qual o problema com o seu?
-Muito machucado. Cheio de cicatriz. Tá feio.
-Ok. O prazo de espera é de 365 dias. Preenche a ficha. Sua senha é essa aqui de baixo.
-Mas por que tanta demora?
-Muita gente com a mesma reclamação. Ainda não tive tempo de repor o estoque.
-Posso trocar por um fígado, então? Vou poder beber mais. Cansei de ter coração.
-Pode sim. Aqui está um novo.
E ele sai super contente.

E eu volto pra casa com meu pé novinho. E fico feliz. Tomara que esse não dê problema!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bonito isso, né? Vi isso num filme.

"In the ordinary world, we trust in where things belong
Everything has a place
And believing in that make us innocent
And throught the days under the same sky we hope, dream and laugh
We find and lose our way
Endings are begginings...and are moments like pieces fit together again".

Gosto de filme que tem frases reflexivas no final...