terça-feira, 12 de junho de 2012

O peso.

A culpa te pesou e você me puxou junto para o fundo.
Seus braços se encaixaram tão confortavelmente em mim, que eu não conseguia mais sair.
E a gente chorava junto, e doía. Nos abraçávamos mais forte. Nossos braços ficavam dormentes, doíam com o peso do outro. Mas não conseguíamos nos soltar. A gente tinha medo de sair e se perder...

quarta-feira, 11 de abril de 2012

E foi assim...

E foi assim
Simplesmente chegou-se o fim
Nenhuma lágrima derramada
Até a tristeza já estava cansada...
Apenas um porta-retrato vazio 
A encarava por cima do seu colchão frio
Na cabeça, lembranças de um amor ingrato
Nos lábios, o vácuo do que já foi desejado
Nos ouvidos, o lamento de notas musicais
Na pele, a sensação vazia de um toque que já nem existe mais

Mas já tinha o seu veredicto
E toda a sua certeza soava como um hino:
Assassino, assassino...


Maria Luiza já sabia o que queria e o que não queria. Mas nem por isso deixava de sentir. Não por ainda querer desesperadamente. Pelo contrário. Desesperadamente não queria mais. Matar o amor: um crime sem perdão e inafiançável (talvez pudesse até ser considerado um crime hediondo...) E tinham matado o seu. Sentimentos hostis eram inevitáveis. Tudo que acaba é triste... era apenas por isso que sentia tanto.  

Diálogo interno.

-Não se sinta assim, Maria Luiza. Talvez a imaturidade seja amiga da raiva, mesmo.Talvez a idade não seja tão proporcional  à paciência devida... Talvez a maturidade seja então um acúmulo de erros e acertos, de dor e experiência tida.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Valsa da Ilusão



Essa escuridão que você vem me deixar
Nessa condição, sem eu nem entender então
Me traz a solidão e me encontro a chorar
É um pra lá, um pra cá


E para piorar
Surge um abismo a atrapalhar
Fazendo nossa distância aumentar
Eu fico a assistir, sem nem poder intervir...
Dois pra lá, um pra cá


Tudo me faz querer sumir
Fazer esse sentimento deixar de existir
Mas vem o coração me lembrar que deixar de sentir não é fácil não
Que o nosso amor não é de estação
Mas eu queria gritar, para que você pudesse escutar
Que eu queria apenas dois pra cá


A dança que Maria Luiza não tem nem mais vontade de ensaiar os passos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Alegria perdida.



Quando se perde a sintonia
E cada um fica num descompasso
E onde não se encontra mais a magia
Quanto tempo para acertar o passo?...


Há de se inventar outra alegria
Há de se fazer novo laço
Recomeçar escrevendo outra melodia
Reencontrando novo ritmo e compasso
Refazer a rima, criando nova poesia.



-Maria Luiza, quando a vida vai voltar a fazer sentido pra você? Eu até me perco nas suas dores. Me confundo tanto que já que me encontrei pelos cantos chorando pelos seus amores.

segunda-feira, 5 de março de 2012



Todo o cinismo da exclusividade revelado. Toda a hipocrisia da intensidade descoberta. Toda a ilusão da eternidade desfeita. Palavras borradas. Mágoas tatuadas. Duas estradas que não se cruzarão mais...

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Vida curta ao rei.

O rei foi descoroado
Perdeu o posto no seu reinado 
Em meu coração, todo o seu império acabado.

Tanta lei decretada, mas nenhuma assinada. 
Cada palavra invalidada. 
Agora que te destronei, eu mesma faço a minha lei.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Geometria amorosa

As histórias entrelaçadas
Na confusão do mesmo sentimento
E que gera o inevitável desencontro
Nesse embaralho de emoção
Levando, por hora, ao encontro
Mas nunca à plena satisfação
De todas as pontas da geometria dessa relação

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

E tinham as palavras
E tinham as mágoas
E cada um com seu motivo...
E todos com o mesmo objetivo: a felicidade.

domingo, 27 de novembro de 2011

Que a minha obsessão seja perdoada, porque metade de mim é insanidade e a outra metade... já nem importa mais.