quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Geometria amorosa

As histórias entrelaçadas
Na confusão do mesmo sentimento
E que gera o inevitável desencontro
Nesse embaralho de emoção
Levando, por hora, ao encontro
Mas nunca à plena satisfação
De todas as pontas da geometria dessa relação

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

E tinham as palavras
E tinham as mágoas
E cada um com seu motivo...
E todos com o mesmo objetivo: a felicidade.

domingo, 27 de novembro de 2011

Que a minha obsessão seja perdoada, porque metade de mim é insanidade e a outra metade... já nem importa mais.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

pensamentos soltos que me prendem



Você sempre fazendo minha história
Mudou os sinais de pontuação
Me tirou os motivos
Levou meus sorrisos...

Vou me reinventar
Outra razão achar.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

quanto vale o amor?



Nessa de fingir não ver, fingir não sentir: já não sei mais ser.
Nessa de esconder a lágrima: encolhi a alma, mas escolhi te ter.

sábado, 27 de agosto de 2011

Maria Luiza se perdendo nos pensamentos...



Se você quiser, você pode ser o meu caminho. Mas só se prometer eu poder me perder um pouco em você, de vez em quando.
Você pode ser o meu ar. Até deixo você faltar um pouquinho, quando precisar. Mas se você me deixar, eu não vivo mais.
Você pode ser a minha luz. Não precisa estar comigo 24h do seu dia. Mas quando você não estiver, não enxergarei a vida com tanta graça.
Você pode ser a minha sombra. Não preciso ver você o tempo todo. Mas só de saber que você está me acompanhando, sigo mais tranqüila.

E você ainda pode ser o meu amor. E aí vai precisar ser um pouquinho do meu caminho, do meu ar, da minha luz, da minha sombra. Vai precisar me amar e deixar te amar. E ter paciência, quando for preciso... Talvez seja mais difícil. Mas não precisa ser perfeito. E sendo assim, te amarei por toda a minha existência!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sobre a paixão e a angústia





A angústia mora perto da paixão. Existe sempre aquele receio de repentinamente não ter mais o seu sentimento correspondido. Esse receio, em algumas horas, transforma-se em angústia. A angústia de perder, de não ter mais. O desejo da eternidade (e sempre há esse desejo nos apaixonados) se entrelaça com o medo da finitude. Porém, é necessário que esse último não tome conta de você... não se sobreponha ao primeiro. Pois se acontece é porque ou você já perdeu o amor e ainda não percebeu, ou você vai acabar o matando.

Maria Luiza sabia demais do amor. Já tinha o sentido em todas as suas formas, em todas as suas intensidades. Ainda assim, por vezes, sentia que pouco sabia, e de quase nada tinha valido alguma experiência anterior. Sentia que tinha ainda muito por aprender... e que muito estava por vir...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Morrer de amar



Eu sempre amo do jeito errado. Sinto mais do que deveria sentir. Eu amo tão intensamente  que sufoco a mim mesma. A garganta fecha, dói, a respiração fica difícil. Quase morro de tanto amor...
Sempre acho que o meu lado da balança é o mais pesado...
Se eu não der conta do peso, vou esmagar a mim mesma. Mas do que eu tenho medo? Não seria a minha primeira morte.


Ass: Maria Luiza.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Com cor ou sem dor?





Ela foi na frente. Tinha uma certa pressa. Queria que esse momento de despedida terminasse logo. Percebia que em pouco tempo ela não ia mais conseguir controlar a vontade de chorar. Não queria ser ridícula na frente dele.
Estava chuviscando. Ela o abraçou e o beijou na boca. Um beijo calmo... querendo sentir cada movimento da língua dele. Como gostava do seu gosto! Era a boca que ela queria todos os dias, para o resto da sua vida...
Entrou no carro. Saiu devagar. Tudo tinha que parecer normal. Foi só se distanciar um pouco que as lágrimas começaram a sair. Pelo menos elas não foram traiçoeiras. Conseguiram ficar ali escondidas até o momento certo. Lembrou-se da época que era livre. Livre porque não amava ninguém. Livre porque não tinha necessidade, não sentia falta, nem saudade, não doía. Mas ainda assim, com a falta, a saudade, a necessidade, a dor.... ainda assim preferia amar...  sua vida desse jeito tinha mais cor.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Relembrando Maria Luiza - ou, o que escrevi e não postei

Maria Luiza. Uma personagem fictícia do meu blog, já apareceu aqui antes. Ama sempre intensamente. Isso é bom? Sim e não. Quando está feliz, se sente a pessoa mais feliz do mundo. Quando está triste, parece que seu mundo vai acabar. Na história do conto, Maria Luiza estava na sua época de tristeza. E sofria com aquele amor... ou melhor, com a falta dele...












Virou para o outro lado. Ainda sentia algo preso na garganta. Tentava respirar fundo para que tudo isso passasse e dormisse logo. Tentava fingir que não tinha vontade de chorar. Fingiu isso por uns 40 minutos. Até que não agüentou mais, colocou o travesseiro contra o rosto e deixou as lágrimas saírem. Lágrimas que escorriam sem parar. Como se estivessem ali presas e de repente se libertassem. Eram muitas. Sentia sua falta. Mas não queria sentir. Queria poder ligar e dizer o quanto queria ele ali presente; o quanto queria o seu beijo. Mas não podia. E as lágrimas não paravam. Vez ou outra desencostava um pouco do travesseiro, para poder respirar um pouco. Sentia uma raiva por ainda sentir o que sentia. E ao mesmo tempo uma satisfação por ninguém vê-la ali naquele estado, daquele jeito. Não gostava desses momentos de fragilidade. Momentos negros da alma. Aos poucos o nó da garganta foi passando... e as lágrimas saiam com menos freqüência. Já podia respirar melhor. Adormeceu abraçando o travesseiro com bastante força.