Eu preciso te dizer. Eu preciso enterrar meu amor por você. Não, é lógico que não vou te esquecer. Mas por um tempo, eu preciso não esperar. Por um tempo eu tenho que respirar.
Preciso caminhar. E provar outros amores. E provar outras dores. Conhecer outros cheiros, e outras bocas, e outros sabores.
Tenho que te dizer... Não estou conseguindo assim viver Eu preciso tentar.Vou. Mas uma parte de mim fica. Despeço-me do meu amor. O amor que eu sei que ainda não acabou. Mas eu continuo a te dizer. Eu preciso respirar.
Doía. Mas qual o amor que não dói? Maria Luiza despedia-se, mas não com alegria. Porém sabia que precisava... precisava por um tempo não acreditar. Precisava respirar.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Changes
Planos, convicções, sonhos. De repente as coisas mudam. E vc começa a querer mudar tb. Começa a se questionar quem vc é, o que vc quer. Angustia-se por não conseguir achar uma resposta convincente. Só tem a certeza de que não quer ser mais quem estava sendo. Reflexões do passado, lágrimas no travesseiro. Incerteza do futuro e um nó na garganta. Por uns instantes vc até se desconhece. Aquela força tão grande que vc tinha por dentro se esconde e vc entra em contato com a sua fragilidade. Assusta-se. As respostas ainda não estão prontas. Como seria bom se com um simples novo corte de cabelo a gente tb conseguisse mudar por dentro.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
gramática da vida
De que adianta o sujeito e o substantivo
Quando não se tem o verbo?
O verbo é o que dá o colorido
Completa a frase
E na gramática da vida frase incompleta não tem sentido
Qual o verbo?
No passado, futuro, presente?
Só não se esqueça também do advérbio
Intensamente
Quando não se tem o verbo?
O verbo é o que dá o colorido
Completa a frase
E na gramática da vida frase incompleta não tem sentido
Qual o verbo?
No passado, futuro, presente?
Só não se esqueça também do advérbio
Intensamente
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
A experiência de criar endorfina ‘do nada’ no organismo
Não. Não fumo maconha.
Mas consigo ter experiências malucas de ‘ver na ausência da coisa vista’ e me divertir com isso. Do tipo imaginar cenas e histórias e diálogos e rir sozinha. Culpa da mente fértil. Faço danças ridículas semi-vestida e rio de mim mesma. Bebo coca-cola e parece que apliquei endorfina na veia.
Consigo estar no meu momento de mais profunda tristeza, aquele que se quer morrer, e de repente começar a ter sensações diferentes. E logo mudar de humor. Estar chorando e de repente fazer uma associação engraçada com a minha tristeza trágica, fazer os outros rirem e rir junto. Rir enxugando as lágrimas de dor.
Compartilho com vcs minha inata insanidade-esquizo de humor bipolarizado.
Mas consigo ter experiências malucas de ‘ver na ausência da coisa vista’ e me divertir com isso. Do tipo imaginar cenas e histórias e diálogos e rir sozinha. Culpa da mente fértil. Faço danças ridículas semi-vestida e rio de mim mesma. Bebo coca-cola e parece que apliquei endorfina na veia.
Consigo estar no meu momento de mais profunda tristeza, aquele que se quer morrer, e de repente começar a ter sensações diferentes. E logo mudar de humor. Estar chorando e de repente fazer uma associação engraçada com a minha tristeza trágica, fazer os outros rirem e rir junto. Rir enxugando as lágrimas de dor.
Compartilho com vcs minha inata insanidade-esquizo de humor bipolarizado.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Reclama com Deus
Quando a gente compra alguma coisa que vem estragada ou não funciona direito, a gente pode reclamar. Ir na loja, pedir pra trocar. Ia ser legal se desse pra fazer a mesma coisa com alguma parte da gente.
Imagina a fila. Todo mundo descontente com algo.
Eu falaria:
-Por favor, quero um pé novo.
-O que aconteceu com o seu? (perguntaria Deus)
-Ultimamente tem doído quando eu corro. Não dá pra ficar sem correr. Quero um novo.
-Ok. Só preencher essa ficha. Qual o número?
-37.
Escuto a reclamação da pessoa atrás de mim...
-Eu preciso de um coração novo.
-Qual o problema com o seu?
-Muito machucado. Cheio de cicatriz. Tá feio.
-Ok. O prazo de espera é de 365 dias. Preenche a ficha. Sua senha é essa aqui de baixo.
-Mas por que tanta demora?
-Muita gente com a mesma reclamação. Ainda não tive tempo de repor o estoque.
-Posso trocar por um fígado, então? Vou poder beber mais. Cansei de ter coração.
-Pode sim. Aqui está um novo.
E ele sai super contente.
E eu volto pra casa com meu pé novinho. E fico feliz. Tomara que esse não dê problema!
Imagina a fila. Todo mundo descontente com algo.
Eu falaria:
-Por favor, quero um pé novo.
-O que aconteceu com o seu? (perguntaria Deus)
-Ultimamente tem doído quando eu corro. Não dá pra ficar sem correr. Quero um novo.
-Ok. Só preencher essa ficha. Qual o número?
-37.
Escuto a reclamação da pessoa atrás de mim...
-Eu preciso de um coração novo.
-Qual o problema com o seu?
-Muito machucado. Cheio de cicatriz. Tá feio.
-Ok. O prazo de espera é de 365 dias. Preenche a ficha. Sua senha é essa aqui de baixo.
-Mas por que tanta demora?
-Muita gente com a mesma reclamação. Ainda não tive tempo de repor o estoque.
-Posso trocar por um fígado, então? Vou poder beber mais. Cansei de ter coração.
-Pode sim. Aqui está um novo.
E ele sai super contente.
E eu volto pra casa com meu pé novinho. E fico feliz. Tomara que esse não dê problema!
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Bonito isso, né? Vi isso num filme.
"In the ordinary world, we trust in where things belong
Everything has a place
And believing in that make us innocent
And throught the days under the same sky we hope, dream and laugh
We find and lose our way
Endings are begginings...and are moments like pieces fit together again".
Gosto de filme que tem frases reflexivas no final...
Everything has a place
And believing in that make us innocent
And throught the days under the same sky we hope, dream and laugh
We find and lose our way
Endings are begginings...and are moments like pieces fit together again".
Gosto de filme que tem frases reflexivas no final...
quinta-feira, 30 de julho de 2009
A alegria descontente

Encontrou o Eduardo no Shopping. Encontrou, não. Viu de longe. E no fundo sua alegria a incomodava. Observou a garota que estava com os lábios em sua boca. Olhou detalhadamente cada gesto dela, assim como toda mulher gosta de fazer mesmo. E se lembrou de que um dia era ela que o beijava, era ela que o deixava feliz. Não soube concluir o que exatamente havia mudado, o que havia colaborado para o fim de seu romance com Eduardo. Talvez até porque essa resposta não fosse simples. Tudo havia mudado, e não só uma coisa. Sentiu-se um pouco frustrada. Pois durante um bom tempo tentou resgatar aquele amor do início. Durante muito tempo teve paciência e tentou relevar algumas coisas. Foi inevitável a sensação de incompetência. Sentiu raiva também, pois mais uma vez pensou que ela sempre havia feito muito mais pelo relacionamento do que ele. Agora percebia que estava realmente tudo perdido. Era realmente o fim de tudo. Não que tivesse alguma esperança antes. Mas agora era tudo mais real. E ele estava feliz. Ele estava muito feliz longe dela. Maria Luiza nem sabia mais o que sentir.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Reflexo 2
“As noites ficam claras no raiar do dia... agora eu sei...”
Às vezes o problema está no espelho. Já tá meio sujo. Não te mostra bem o seu reflexo.
Então você tenta limpá-lo. E até estranha quando realmente se percebe nele. Vc se via um pouco diferente antes. Espelho limpo é sempre bom. Se olhar nele com freqüência é sempre útil. E aceitar seu reflexo, tanto o de fora quanto o de dentro é essencial. Eu aceito o meu. E vc?
Às vezes o problema está no espelho. Já tá meio sujo. Não te mostra bem o seu reflexo.
Então você tenta limpá-lo. E até estranha quando realmente se percebe nele. Vc se via um pouco diferente antes. Espelho limpo é sempre bom. Se olhar nele com freqüência é sempre útil. E aceitar seu reflexo, tanto o de fora quanto o de dentro é essencial. Eu aceito o meu. E vc?
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Reflexo

Escondo os sentimentos... escondo tanto que nem eu mesma sei o que estou sentindo
Disfarço minha tristeza com alegrias superficiais
Tudo momentos... passam ligeiramente, desapercebidos
Fica o vazio... o vazio inevitável
E pra fazer jus à minha superficialidade também tento preenchê-lo...
Com futilidades – até consigo por um instante
Mas o que eu pretendo? Me esconder de mim mesma?
Disfarço minha tristeza com alegrias superficiais
Tudo momentos... passam ligeiramente, desapercebidos
Fica o vazio... o vazio inevitável
E pra fazer jus à minha superficialidade também tento preenchê-lo...
Com futilidades – até consigo por um instante
Mas o que eu pretendo? Me esconder de mim mesma?
A partir de agora preciso me achar.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Pra não dizer que não falei de amor

Liberdade. Geralmente era a opção de Maria Luiza.
Não era muito bem o que Bruna costumava viver. Não sabia ao certo a definição de liberdade no seu cotidiano. Provavelmente nunca tivesse sentido isso. Se tinha um substantivo abstrato que conhecia muito bem, esse era o amor. Se tinha um advérbio o qual estava acostumada, esse era o intensamente. Se tinha um verbo que fazia parte do seu cotidiano, esse era o chorar. Tantos amores tivera. Tantas lágrimas caíram. Foi numa dessas tardes que fechou os olhos e pensou nesses versos:
Um coração
Entrega e decepção
O gosto de desilusão
Chorar com uma canção
Coração remendado
Paixões choradas
Coração curado
As partes coladas
Feridas internas
Cicatrizes eternas
Sorriso esquecido
Sentimento contido
Um coração
Insegurança e razão
Tantos sentimentos perdidos
De amores não esquecidos
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