sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A experiência de criar endorfina ‘do nada’ no organismo

Não. Não fumo maconha.
Mas consigo ter experiências malucas de ‘ver na ausência da coisa vista’ e me divertir com isso. Do tipo imaginar cenas e histórias e diálogos e rir sozinha. Culpa da mente fértil. Faço danças ridículas semi-vestida e rio de mim mesma. Bebo coca-cola e parece que apliquei endorfina na veia.
Consigo estar no meu momento de mais profunda tristeza, aquele que se quer morrer, e de repente começar a ter sensações diferentes. E logo mudar de humor. Estar chorando e de repente fazer uma associação engraçada com a minha tristeza trágica, fazer os outros rirem e rir junto. Rir enxugando as lágrimas de dor.
Compartilho com vcs minha inata insanidade-esquizo de humor bipolarizado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Reclama com Deus

Quando a gente compra alguma coisa que vem estragada ou não funciona direito, a gente pode reclamar. Ir na loja, pedir pra trocar. Ia ser legal se desse pra fazer a mesma coisa com alguma parte da gente.
Imagina a fila. Todo mundo descontente com algo.
Eu falaria:
-Por favor, quero um pé novo.
-O que aconteceu com o seu? (perguntaria Deus)
-Ultimamente tem doído quando eu corro. Não dá pra ficar sem correr. Quero um novo.
-Ok. Só preencher essa ficha. Qual o número?
-37.
Escuto a reclamação da pessoa atrás de mim...
-Eu preciso de um coração novo.
-Qual o problema com o seu?
-Muito machucado. Cheio de cicatriz. Tá feio.
-Ok. O prazo de espera é de 365 dias. Preenche a ficha. Sua senha é essa aqui de baixo.
-Mas por que tanta demora?
-Muita gente com a mesma reclamação. Ainda não tive tempo de repor o estoque.
-Posso trocar por um fígado, então? Vou poder beber mais. Cansei de ter coração.
-Pode sim. Aqui está um novo.
E ele sai super contente.

E eu volto pra casa com meu pé novinho. E fico feliz. Tomara que esse não dê problema!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bonito isso, né? Vi isso num filme.

"In the ordinary world, we trust in where things belong
Everything has a place
And believing in that make us innocent
And throught the days under the same sky we hope, dream and laugh
We find and lose our way
Endings are begginings...and are moments like pieces fit together again".

Gosto de filme que tem frases reflexivas no final...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A alegria descontente




Encontrou o Eduardo no Shopping. Encontrou, não. Viu de longe. E no fundo sua alegria a incomodava. Observou a garota que estava com os lábios em sua boca. Olhou detalhadamente cada gesto dela, assim como toda mulher gosta de fazer mesmo. E se lembrou de que um dia era ela que o beijava, era ela que o deixava feliz. Não soube concluir o que exatamente havia mudado, o que havia colaborado para o fim de seu romance com Eduardo. Talvez até porque essa resposta não fosse simples. Tudo havia mudado, e não só uma coisa. Sentiu-se um pouco frustrada. Pois durante um bom tempo tentou resgatar aquele amor do início. Durante muito tempo teve paciência e tentou relevar algumas coisas. Foi inevitável a sensação de incompetência. Sentiu raiva também, pois mais uma vez pensou que ela sempre havia feito muito mais pelo relacionamento do que ele. Agora percebia que estava realmente tudo perdido. Era realmente o fim de tudo. Não que tivesse alguma esperança antes. Mas agora era tudo mais real. E ele estava feliz. Ele estava muito feliz longe dela. Maria Luiza nem sabia mais o que sentir.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Reflexo 2

“As noites ficam claras no raiar do dia... agora eu sei...”

Às vezes o problema está no espelho. Já tá meio sujo. Não te mostra bem o seu reflexo.
Então você tenta limpá-lo. E até estranha quando realmente se percebe nele. Vc se via um pouco diferente antes. Espelho limpo é sempre bom. Se olhar nele com freqüência é sempre útil. E aceitar seu reflexo, tanto o de fora quanto o de dentro é essencial. Eu aceito o meu. E vc?

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Reflexo


Escondo os sentimentos... escondo tanto que nem eu mesma sei o que estou sentindo
Disfarço minha tristeza com alegrias superficiais
Tudo momentos... passam ligeiramente, desapercebidos
Fica o vazio... o vazio inevitável
E pra fazer jus à minha superficialidade também tento preenchê-lo...
Com futilidades – até consigo por um instante


Mas o que eu pretendo? Me esconder de mim mesma?


A partir de agora preciso me achar.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pra não dizer que não falei de amor







Liberdade. Geralmente era a opção de Maria Luiza.


Não era muito bem o que Bruna costumava viver. Não sabia ao certo a definição de liberdade no seu cotidiano. Provavelmente nunca tivesse sentido isso. Se tinha um substantivo abstrato que conhecia muito bem, esse era o amor. Se tinha um advérbio o qual estava acostumada, esse era o intensamente. Se tinha um verbo que fazia parte do seu cotidiano, esse era o chorar. Tantos amores tivera. Tantas lágrimas caíram. Foi numa dessas tardes que fechou os olhos e pensou nesses versos:



Um coração
Entrega e decepção
O gosto de desilusão
Chorar com uma canção



Coração remendado
Paixões choradas
Coração curado
As partes coladas



Feridas internas
Cicatrizes eternas
Sorriso esquecido
Sentimento contido



Um coração
Insegurança e razão
Tantos sentimentos perdidos
De amores não esquecidos

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A liberdade e o vazio




Quem não ama é mais livre. Não sente ciúmes, não tem raiva. Não sente saudades, nem vontade daquele beijo. Não se apega com um abraço ou com um cheiro. Não fica esperando aquele telefonema que demora tanto. Não fica angustiado sem saber qual será o próximo dia que verá aquela pessoa.
Quem ama sente tudo isso. Quem não ama, nem se importa. Quem ama fica preso. Quem não ama tem menos probabilidade de se frustrar.
Mas acontece que quem se sente livre demais, pode também sentir um vazio demais.
Mas até onde vai a liberdade ideal e a liberdade que gera vazio? Onde acaba uma e onde começa a outra? Difícil mensurar.
O que é mais dolorido: Amar muito e se frustrar? Ou ser tão livre e sentir a angústia do vazio?

Maria Luiza não soube definir. E mais uma vez foi dormir pensativa. Afinal... onde achar a felicidade?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Maria Luiza - parte 2




A princípio não gostava. Isso a angustiava. E aquela sensação começou a virar rotina. Não entendia direito. Essa vontade de sair de perto. O seu calor não mais a preenchia.


(...)
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento
(Cecília Meireles)



Agora já estava acostumada. E então fugia... a liberdade a estava encantando. Decidiu que agora seria assim. Tão mais fácil não amar...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Carmen Sandiego



Joguinho de computador super legal que eu super jogava há algum tempo atrás e super amava.

O objetivo era vc descobrir onde estava escondido o criminoso, seguindo as pistas que eram dadas. E vc ainda aprendia coisas interessantes: geografia, bandeira e cultura dos países.

Tem até comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=155380

Me deu taaanta vontade de jogar de novo! =)